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O quê vc menos pode esperar... muito além dos seus sentidos...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Galileo:


“O movimento comum é como inexistente “(Il moto comune è com se non fusse). - E a razão de toda essa correspondência de efeitos é que o movimento do navio é comum a todas as coisas nele contidas e também ao ar.

sábado, 6 de junho de 2009

Galileo:

Digo-vos, portanto, sr Ingoli que, quando o navio está em movimento, aquela pedra se move também com igual ímpeto não se perde quando aquele que aquele que a segurava abre a mão e a deixa em liberdade, mas o [ímpeto] se conserva indelevelmente nela e, assim, por causa dele, ela é capaz de seguir o navio e pela própria gravidade, não impedida por ele[o ímpeto horizontal], ele vai para baixo, compondo com ambos um belo movimento ( e também provavelmente circular) transversal e inclinado para onde caminha o navio; e assim vem a cair no mesmo ponto do navio em que caía quando tudo estava parado.

domingo, 31 de maio de 2009


Kepler:

Assim, aquilo que é atirado perpendicularmente no recairá em seu lugar, não sendo impedido de fazê-lo pelo movimento da Terra, a qual não pode afastar-se de baixo [do corpo], mas arrasta com ela todas as coisas que voam no ar, que estão ligadas [à terra] pela força magnética quanto se lhe estivessem contíguas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Descartes


“Mas será fácil conhecer que a própria extensão que constitui a natureza constitui também a natureza do espaço, de modo que eles diferem entre si como a natureza do gênero ou da espécie difere da natureza do indivíduo, se, para melhor discernir qual é a verdadeira idéia que temos do corpo, tomarmos, por exemplo, uma pedra, e lhe retirarmos tudo aquilo que sabemos não pertencer à natureza do corpo. Retiremos primeiramente sua dureza, pois, se reduzíssemos essa pedra em pó, ela não teria mais dureza, e não deixaria por isso de ser um corpo; retiremos dele também a cor, pois já podemos ter visto algumas vezes pedras tão transparentes que elas não tinham cor; retiremos dela o peso, pois vemos que o fogo, embora seja muito leve, não deixe de ser um corpo; retiremos dela o frio, o calor, e todas as outras qualidades desse gênero, pois não pensamos que estejam na pedra, ou que essa pedra mude de natureza porque nos parece ás vezes quente, ás vezes fria. Depois de ter assim examinado essa pedra, encontremos que a verdadeira idéia que dela temos consiste apenas nisso: que percebemos distintamente que ela é uma substância extensa em comprimento, largura e profundidade: ora, o mesmo está compreendido na idéia que temos de espaço, não apenas daquele que está preenchido por um corpo, mas também daquele que se chama vazio.(Descartes. 1964-72, p68-9).”

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Násadásíyasúkta

Násadásíyasúkta
Texto indiano, aproximadamente séc. X a. C.
(Rig-Veda X, 129)


1. Então não havia nem o ser nem o não-ser.
Não havia o domínio do ar, nem céu além dele.
O que recobria isso? Onde, em que receptáculo?
Existia talvez um abismo imperceptível de água?
2. Não havia morte, nem imortalidade.
Não havia movimento, nem distinção entre dia e noite.
Aquele Um respirava por sua própria natureza, sem respirar.
Além dele nada existia.
3. Havia trevas ocultas em trevas.
A princípio tudo isto era um mar indistinto.
Havia um vazio envolto no nada.
Pelo fervor brotou e cresceu aquele Um.

domingo, 17 de maio de 2009

Heráclito (séc. V AC)

Quando você tiver ouvido, não a mim, mas a Lei (Logos) concordará sabiamente que todas as coisas são uma.

Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome. Ele muda como a fumaça do incenso, e é denominado de acordo com a vontade dos homens.

O início e o fim estão por toda parte na circunferência do círculo!