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Júpiter, Io, Brazil
O quê vc menos pode esperar... muito além dos seus sentidos...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

Halley

O Sol vai diminuindo
de tamanho e calor e interesse ao teu redor.
Há menos razões de rir e de chorar.
Alguém toca _ talvez_ a campainha.
Depressa!Não há mais tempo para te vestires,
o barco sombrio impaciente na rua.
Tudo é como posso se não acontecido
pois depois de acontecer _ restou o quê?

Ah, sim, restou Halley
iluminando de ponta a ponta o céu da 1910.
O menino Murilo Mendes o comtemplava em Juiz de Fora
o menino Marques em Vila Isabel
o menino Carlos no mato-dentro de Itabira
Os três absolutamente fascinados
como o comtemplaria no Brabante em 1302 o menino
[Ruysbrock-o-Admirável.

Halley voltará
Halley volta sempre
com a pontualidade comercial dos astros.
Pouco importa sejam outros meninos que hão de ver em 1986
iluminando de ponta a ponta
a noite da vida.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Galileo:


“O movimento comum é como inexistente “(Il moto comune è com se non fusse). - E a razão de toda essa correspondência de efeitos é que o movimento do navio é comum a todas as coisas nele contidas e também ao ar.

sábado, 6 de junho de 2009

Galileo:

Digo-vos, portanto, sr Ingoli que, quando o navio está em movimento, aquela pedra se move também com igual ímpeto não se perde quando aquele que aquele que a segurava abre a mão e a deixa em liberdade, mas o [ímpeto] se conserva indelevelmente nela e, assim, por causa dele, ela é capaz de seguir o navio e pela própria gravidade, não impedida por ele[o ímpeto horizontal], ele vai para baixo, compondo com ambos um belo movimento ( e também provavelmente circular) transversal e inclinado para onde caminha o navio; e assim vem a cair no mesmo ponto do navio em que caía quando tudo estava parado.

domingo, 31 de maio de 2009


Kepler:

Assim, aquilo que é atirado perpendicularmente no recairá em seu lugar, não sendo impedido de fazê-lo pelo movimento da Terra, a qual não pode afastar-se de baixo [do corpo], mas arrasta com ela todas as coisas que voam no ar, que estão ligadas [à terra] pela força magnética quanto se lhe estivessem contíguas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Descartes


“Mas será fácil conhecer que a própria extensão que constitui a natureza constitui também a natureza do espaço, de modo que eles diferem entre si como a natureza do gênero ou da espécie difere da natureza do indivíduo, se, para melhor discernir qual é a verdadeira idéia que temos do corpo, tomarmos, por exemplo, uma pedra, e lhe retirarmos tudo aquilo que sabemos não pertencer à natureza do corpo. Retiremos primeiramente sua dureza, pois, se reduzíssemos essa pedra em pó, ela não teria mais dureza, e não deixaria por isso de ser um corpo; retiremos dele também a cor, pois já podemos ter visto algumas vezes pedras tão transparentes que elas não tinham cor; retiremos dela o peso, pois vemos que o fogo, embora seja muito leve, não deixe de ser um corpo; retiremos dela o frio, o calor, e todas as outras qualidades desse gênero, pois não pensamos que estejam na pedra, ou que essa pedra mude de natureza porque nos parece ás vezes quente, ás vezes fria. Depois de ter assim examinado essa pedra, encontremos que a verdadeira idéia que dela temos consiste apenas nisso: que percebemos distintamente que ela é uma substância extensa em comprimento, largura e profundidade: ora, o mesmo está compreendido na idéia que temos de espaço, não apenas daquele que está preenchido por um corpo, mas também daquele que se chama vazio.(Descartes. 1964-72, p68-9).”